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| Domenico Scala (e) foi escolhido por Joseph Blatter para liderar o processo de transição de poder na Fifa |
O suíço Domenico Scala terá papel fundamental no processo de transição de poder na Fifa. Encarregado de supervisionar a escolha de um novo presidente pelo próprio Joseph Blatter, o dirigente, hoje responsável pelo Comitê de Auditoria, planeja publicar a remuneração da cúpula da entidade e mudar seu Comitê Executivo.
Reeleito pela quarta vez na semana passada, Blatter decidiu abdicar nesta terça-feira. Até o novo pleito, ele promete trabalhar na implementação de medidas de transparência na Fifa. Scala será o responsável por supervisionar a escolha do próximo presidente e as reformas administrativas.
Além de limitar o mandato e diminuir a quantidade dos componentes do Comitê Executivo, a ideia é modificar a estrutura e a composição do grupo, hoje integrado por Marco Polo Del Nero, presidente da CBF. Joseph Blatter e Domenico Scala desejam que os membros sejam eleitos por meio do Congresso da Fifa.
“Espero que isso seja um aspecto importante na reforma. A estrutura do Comitê Executivo e seus membros estão no cerne dos atuais problemas enfrentados pela Fifa. Os acontecimentos atuais apenas reforçam minha convicção de conduzir essa reforma”, afirmou Scala.
Na semana passada, altos dirigentes foram presos por corrupção, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF. Jerome Valcke, secretário-geral da Fifa e braço direito de Blatter, é acusado de envolvimento em suborno de US$ 10 milhões na escolha da sede da Copa do Mundo 2010.
Embora tenha sublinhado que a Fifa opera de acordo com as leis e padrões de contabilidade internacionais, Domenico Scala falou em “publicar a remuneração do presidente e dos membros do Comitê Executivo” com a finalidade de oferecer maior transparência.
O próximo presidente da Fifa será escolhido durante um Congresso extraordinário da entidade, o que deve ocorrer entre dezembro de 2015 e março de 2016. No dia em que Blatter anunciou sua renúncia, Scala falou em trabalhar para resgatar a credibilidade da entidade.
“É hora de a Fifa seguir adiante. Há um trabalho importante a ser feito no sentido de recuperar a confiança do público e fundamentalmente mudar a maneira pela qual as pessoas veem a Fifa. Essas medidas vão assegurar que a organização não seja usada por pessoas interessadas em enriquecer às custas do esporte”, declarou Scala.
Fonte:Gazeta Esportiva
