Morre Oscar Schmidt aos 68 anos, lenda do basquete brasileiro

Foto: Divulgação / Getty Images


Lenda do basquete brasileiro, o ex-jogador Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Conhecido como "Mão Santa", ele eternizou a camisa 14 da seleção brasileira. A causa da morte do ídolo não foi divulgada.

Oscar chegou a ser levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), após ter um mal-estar, mas não resistiu.

Segundo postagens mais recentes de familiares, ele já estava com a saúde debilitada após uma cirurgia. No começo de abril, o filho de Oscar, Felipe Schmidt, recebeu homenagem no lugar do pai no Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Oscar lutou durante 15 anos contra um tumor cerebral. A família de Oscar ainda não informou detalhes sobre o velório.

Com 49.973 pontos na carreira, Oscar Schmidt foi considerado o maior pontuador da história do basquete até 2024, quando foi ultrapassado pelo norte-americano LeBron James. Além da impressionante marca, também conquistou nove medalhas pela Seleção Brasileira, incluindo o lendário ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987.

Nascido em Natal, Oscar Schmidt foi incentivado a praticar esportes desde a infância. Teve seu primeiro contato com o basquete aos 13 anos, quando se juntou ao Clube Unidade da Vizinhança, seu primeiro time juvenil.

Em 1974, aos 16 anos, mudou-se para São Paulo e iniciou sua carreira no Palmeiras. Destacou-se rapidamente, foi convocado para a seleção juvenil e, em 1977, eleito o melhor pivô sul-americano na categoria. Antes dos 20 anos, já havia sido campeão sul-americano e conquistado o bronze no Mundial das Filipinas, em 1979.

Após o destaque inicial, transferiu-se para o Sírio, onde conquistou seu maior título por clubes: o Mundial Interclubes de 1979, ao superar o Bosna, da Iugoslávia, no jogo decisivo. Nos Jogos Olímpicos de Moscou 1980, foi o cestinha do Brasil na campanha do quinto lugar.

Na sequência, Oscar Schmidt defendeu o América-RJ e, em 1982, transferiu-se para o Juvecaserta Basket. Seu desempenho chamou atenção da NBA, e ele foi selecionado pelo New Jersey Nets no draft da NBA de 1984. No entanto, recusou a oportunidade para seguir defendendo a Seleção Brasileira, já que, até 1989, jogadores da liga não podiam atuar por suas seleções.

Assim, permaneceu no clube italiano ao longo da década de 1980, somando 13.957 pontos em 11 temporadas e tornando-se o maior pontuador da história da liga italiana. Paralelamente, foi protagonista da Seleção, conquistando ouros nos Sul-Americanos de 1983 e 1985 e no Pan de 1987, além do bronze na AmeriCup de 1989.

Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984, Seul 1988 e de Barcelona 1992, foi novamente o cestinha do Brasil, mas não conquistou medalhas, com campanhas de nono e quinto lugares.

Depois da passagem pela Itália, atuou no CB Valladolid antes de retornar ao Brasil, onde vestiu a camisa do Corinthians em 1995. Nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, voltou a ser o cestinha do Brasil, tornou-se o maior pontuador da história olímpica, com 1.091 pontos, e terminou na sexta posição.

Na reta final da carreira, Oscar Schmidt ainda defendeu Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo. Pelo clube carioca, marcou seus últimos pontos e superou Kareem Abdul-Jabbar como maior pontuador da história do basquete. O ídolo se aposentou em 2003.

Leia a nota de falecimento:

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.

Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.

Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.

A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.

Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.

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