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| Felipe Massa não vê GP do Brasil ameaçado por conta de assalto à equipe Mercedes (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press) |
Único brasileiro no grid da Fórmula 1, Felipe Massa comentou o assalto a uma van da Mercedes,
na noite da última sexta-feira, em frente ao Autódromo de Interlagos,
em São Paulo. Indagado sobre o ocorrido, o piloto da Williams se disse
envergonhado como anfitrião da corrida a ser realizada neste domingo.
“Sem dúvida (estou envergonhado).
Esperamos um país seguro, onde possamos educar as crianças, com
hospitais de bom nível. É muito triste quando ouvimos problemas como
esse. Por ser brasileiro, você se sente parte do problema. É uma
tristeza grande não só para quem sofreu o problema, mas para quem ouve,
sendo brasileiro. Isso mostra o quanto o nosso país precisa melhorar em
tantas áreas”, lamentou o piloto.
Felipe Massa, que anda escoltado pelas
ruas de seu país, disse que a manutenção do GP do Brasil no calendário
da F1 não deve correr riscos em função do assalto a membros da Mercedes –
a etapa nacional tem contrato válido até 2020.
“Corremos no México também”, argumentou.
“Não acho que isso seja o problema para tirar a corrida do Brasil. É um
problema para as pessoas que comandam a segurança deixar as pessoas que
vêm seguras, o que não é fácil”, avaliou Massa, que largará em nono
lugar neste domingo.
Após o treino classificatório,
em que levou a sua Mercedes à barreira de pneus, Lewis Hamilton
mostrou-se revoltado com o assalto da última noite e pediu mais
segurança a todos na F1. “Quando fiquei sabendo isso fiquei horrorizado
com o que aconteceu. Sou muito próximo dos caras com quem trabalho. Você
pode imaginar o que eles sentiram”, disse o britânico, fã confesso de
Ayrton Senna.
“A coisa mais frustrante é eu vir para cá
há dez anos e sempre isso acontecer com alguém do paddock. As coisas
devem melhorar para todos. As pessoas que estão no topo também precisam
tomar alguma medida. Eu estou seguro, os chefes estão seguros. O Brasil é
um grande lugar, com uma grande cultura”, ponderou.
“As pessoas são lindas, a energia é
maravilhosa. Nunca vi nada de perigoso acontecendo, mas é claro que há
muita probabilidade aqui. Não quero apontar coisas negativas, porque há
muitas coisas positivas quando a gente vem para cá. Amo vir para cá. Mas
eu espero que alguma coisa possa melhorar para isso não acontecer de
novo”, concluiu o tetracampeão.
Com 36 pontos, o brasileiro da Williams
ocupa a modesta 11ª colocação do Mundial de 2017, o seu último como
piloto da Fórmula 1. Após correr no circuito paulista, neste domingo, às
14 horas (de Brasília), o piloto de 36 anos se despedirá de vez da
categoria no dia 26 de novembro, no GP de Abu Dhabi.
Fonte:Gazeta Esportiva
