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| Galo vence o Cruzeiro, na tarde deste domingo, no Mineirão (Foto: Washington Alves/Light Press) |
O Cruzeiro vem melhor na temporada, com
título da Copa do Brasil e mais bem posicionado na tabela do
Brasileirão. Mas o Galo não tomou conhecimento de nada disso, nem mesmo
de jogar no Mineirão, com maior parte da torcida azul celeste, e, na
tarde deste domingo, venceu a Raposa, por 3 a 1, em duelo válido pelo
Campeonato Brasileiro. O resultado deixa o Galo na 9ª posição, com 41
pontos. O Cruzeiro segue em 5º, com 47.
Foi o clássico da superação para o
Atlético. Após sair perdendo e ser pior no primeiro tempo, o Galo
conseguiu uma ótima virada, com as substituições do técnico Oswaldo
Oliveira surtindo mais efeito. Pelo lado da Raposa, vale destacar o bom
primeiro tempo.
O Galo volta a campo no domingo, às 17h
(de Brasília), contra o Botafogo. Já o Cruzeiro vai até São Paulo
enfrentar o Palmeiras, na segunda-feira.
Primeiro tempo
O clássico se mostrou um confronto mais
tático do que qualquer outra coisa nos primeiros minutos. Sem grandes
lances, sem oportunidades claras, com as duas equipes se estudando
bastante.
O técnico Mano Menezes decidiu entrar para
a partida sem um homem de referência na área, situação que deixava o
grupo celeste mais técnico, mas com menos profundidade. Oswaldo
Oliveira, por sua vez, trocou a técnica de Cazares pela força de Otero.
Ele perdeu qualidade em campo, mas ganhou um homem a mais na
recomposição, voltando para ajudar na marcação no lado direito do campo –
local que vem ganhando as críticas com Marcos Rocha puxando a fila.
Até pela postura das equipes em campo, o
Cruzeiro tinha mais o domínio da bola em campo, girando o jogo e fazendo
a bola rodar. O Atlético se segurava e buscava o ataque concentrando a
saída em Otero, pela direita, e Robinho pela esquerda e, em alguns
momentos, no meio campo.
Aos 18 minutos o torcedor atleticano
sofreu um susto. Mas não por uma jogada cruzeirense, mas sim pelo tiro
de meta do goleiro Victor. O arqueiro atleticano, após a cobrança, ficou
caído no chão, com dores no joelho esquerdo. O reserva imediato também
está lesionado e cairia sobre Uilson a responsabilidade de defender a
meta. Com auxilio dos médicos o camisa 1 preto e branco se recuperou.
Minutos depois Victor foi importante em um
defesa. Em boa jogada do ataque cruzeirense, a bola sobrou para Diogo
Barbosa que, com a perna ruim, a direita, mandou no cantinho e o
arqueiro preto e branco fez a defesa.
Aos 30 minutos, o Cruzeiro abriu o placar.
Em descida veloz, aproveitando a falta de recomposição do Atlético, a
bola chegou até Rafinha que deixou Thiago Neves na cara do gol para, de
perna direita, colocar a Raposa na frente.
E o tento só fez o Cruzeiro crescer. O
Galo não conseguia agredir, exagerava nas tentativas pela direita –
mesmo sendo inúteis – e parava sempre na boa marcação celeste. Neste
momento, o time de Mano Menezes conseguia controlar totalmente o jogo,
quando tinha a bola nos pés sabia o que fazer e, sem ela, sabia marcar,
chegando ao número de 22 contra 6 desarmes.
Segundo tempo
Na volta do intervalo, logo no primeiro
minuto uma polêmica. Em lançamento para a área alvinegra, Léo Silva
desviou de cabeça e a bola bate em Hudson. Os atleticanos ficaram
reclamando de toque de mão, o árbitro deu apenas o escanteio.
Mas o perigo real, mais uma vez, chegou
pelo lado do Cruzeiro. Rafinha recebeu a bola no meio e chutou. A bola
passou por Victor e a trave foi o que salvou o Atlético.
Poucos minutos depois, Diogo Barbosa
recebeu um passe na frente e chutou, quase sem ângulo, para Victor fazer
uma nova defesa. O jogo estava todo desenhado para o Cruzeiro. Maior
disposição, maior controle, mais potência e criação. No entanto, o
futebol pode surpreender. E muito!
O Galo trocava mais passes em relação ao
primeiro tempo. E Robinho lançou para Fábio Santos que fez um bom
cruzamento. A bola sobrou no alto para o baixinho Otero. Mas o 1,60m de
altura do venezuelano foi o suficiente para ele meter a testa na bola e
conseguir o empate.
As entradas de Yago e Cazares melhoraram o
time consideravelmente. O Galo conseguia agredir mais, ser mais
consistente e ir com qualidade ao ataque. Aos 21 minutos, Robinho
recebeu na frente, levou a bola para o pé bom, já dentro da área, e
colocou no canto esquerdo do goleiro Fábio.
Após o tento, Mano Menezes decidiu colocar
seu time para frente. Ele queria o resultado, queria a aproximação o
grupo superior do Campeonato Brasileiro. Ele escalou Rafael Sóbis e
Rafael Marques.
Mas não adiantou. A pressão do Cruzeiro
deixava o Galo mais livre. Aos 35, Robinho, mais uma vez, marcou para o
Atlético. Em chute no alto, ele tirou Fábio completamente da jogada e
balançou as redes.
E mesmo após o gol, o Galo seguiu melhor, com mais oportunidades e mais eficiência em campo.
FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 1 X 3 ATLÉTICO-MG
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 22 de outubro de 2017, domingo
Hora: 17h (de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Rodrigo Henrique Correa (RJ) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
Gols: Thiago Neves, aos
30 minutos do primeiro tempo (Cruzeiro); Otero, aos 15 minutos do
segundo tempo, Robinho, aos 21 e 35 do segundo tempo (Atlético)
Cartões: Henrique, Alisson (Cruzeiro); Léo Silva, Cleiton, Robinho (Atlético).
Cruzeiro: Fábio,
Ezequiel, Murilo, Manoel, Diogo Barbosa, Hudson, Henrique (Rafael
Marques), Thiago Neves, Alisson (Élber), Arrascaeta e Rafinha (Rafael
Sóbis).
Técnico: Mano Menezes.
Atlético-MG: Victor,
Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gabriel, Fábio Santos, Adilson, Roger
Bernardo (Yago), Otero (Clayton), Robinho, Valdívia (Cazares) e Fred.
Técnico: Oswaldo Oliveira.
Fonte:Gazeta Esportiva
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