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| Bach teve cautela ao tocar no assunto (Foto: Fabrice Coffrini/AFP) |
Depois do início das investigações do
“Unfair Play”, suposto esquema criminoso envolvendo o pagamento de
propina para que o Rio de Janeiro fosse escolhido como cidade-sede dos
Jogos Olímpicos de 2016, o presidente do Comitê Olímpico Internacional
(COI), Thomas Bach, afirmou, nesta sexta-feira, que acompanhará o caso
de perto.
O representante chegou a Lima, no Peru,
para reuniões sobre as Olimpíadas de 2024 e 2028, mas, inevitavelmente,
foi questionado sobre o caso de corrupção deflagrado no Brasil. “Temos
que ver, não há processo ainda. Existem investigações e vamos acompanhar
isso de bem perto”, afirmou o alemão.
Quando questionado se o COI fará suas
próprias investigações sobre o caso, Bach foi cauteloso. “De novo, não
há processo ainda, é muito cedo. Vamos acompanhar de perto”, ressaltou. O
presidente ainda desviou de assunto na resposta. “Agora, estamos
concentrados no futuro e vamos ver grandes apresentações de duas grandes
cidades do mundo que concorrem aos Jogos Olímpicos”, finalizou.
Na última terça-feira, a Polícia Federal,
junto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal do Brasil,
iniciaram uma força-tarefa para o “Unfair Play”, que faz parte da Lava
Jato. A PF foi até a casa do atual presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, para cumprir mandado de busca. No mesmo dia, o ex-jogador de vôlei prestou depoimento.
As investigações acontecem há nove meses.
Segundo a Polícia Federal, houve “entrega de dinheiro em espécie, como
por meio da celebração de contratos de prestação de serviços fictícios e
também por meio do pagamento de despesas pessoais”.
Fonte:Gazeta Esportiva
