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| Andrea Agnelli foi suspenso por um ano e terá de pagar multa de 20 mil euros (Foto: Marco BERTORELLO/AFP) |
Andrea Agnelli, presidente da Juventus,
foi suspenso por um ano pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) por
conta de seu envolvimento em um caso de venda de ingressos para
torcedores organizados do clube ligados à uma máfia italiana. A entidade
que regula o futebol do país divulgou um comunicado oficial explicando a
punição ao dirigente, que também terá de pagar 20 mil euros de multa.
Assim como Agnelli, a Juventus também terá
de abrir os cofres para a FIGC. O clube de Turim terá de desembolsar
300 mil euros por conta da venda de ingressos para membros infiltrados
da máfia ‘Ndrangheta, que repassavam esses bilhetes por preços mais
caros.
Não satisfeito com as punições dadas ao
clube, o procurador do tribunal esportivo pediu dois anos e meio de
suspensão a Agnelli, com a possibilidade de se estender a nível
internacional, uma vez que ele acabou de assumir a presidência da
Associação Europeia de Clubes. Já para a Juventus o jurista pediu dois
jogos sem público e o pagamento de uma multa.
A Juve, por sua vez, se posicionou nesta
segunda-feira através de um comunicado oficial. O clube garantiu que irá
recorrer contra a decisão da FIGC por entender que não possui qualquer
culpa no caso. Enquanto, legalmente, poderia ser cedido apenas quatro
ingressos por pessoa, torcedores organizados recebiam lotes de ingressos
inteiros para revenda.
Confira o comunicado oficial divulgado pela Juventus nesta segunda-feira:
Seguindo o veredito de hoje do
tribunal da FIGC, a Juventus Futebol Clube anuncia que irá apelar à
Corte de Apelação da FIGC, acreditando que o clube está correto, fato
que até agora não foi devidamente reconhecido.
Apesar das punições para o presidente e
outros envolvidos, o clube está satisfeito com as imposições de hoje,
‘depois de uma análise cuidadosa de todas as evidências obtidas, a
possibilidade de ligação criminosa está completamente fora de
cogitação’.
Juventus Football Club acredita no
sistema da justiça esportiva e gostaria de uma vez mais expressar que o
clube sempre cooperou com as autoridades e os interesses de segurança e
ordem pública.
Fonte:Gazeta Esportiva
