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Após briga, Neymar se vê isolado no PSG, segundo jornal "El País"
(Foto: GEOFFROY VAN DER HASSELT / AFP)
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Após ter sido contratado pelo PSG e há pouco mais de um mês no novo
clube, o clima no vestiário e a relação de Neymar com os demais
companheiros não estão bem. A informação é do jornal El País.De
acordo com o periódico espanhol, o ambiente na equipe francesa começou a
ficar conturbado antes da discussão pública entre o camisa 10 do Paris
Saint-Germain e o uruguaio Cavani. O jornal aponta que a contratação de
Neymar foi a gota d' água para o clima se tornar insustentável.
O problema começou quando o presidente do clube, Nasser Al-Khelaifi,
passou a ficar desesperado sobre uma possível investigação da Uefa em
relação do fair play financeiro do clube, que gastou 222 milhões de
euros (cerca R$ 825 milhões) para ter o astro brasileiro. O mandatário
teria ligado para vários jogadores informando que eles seriam negociados
às pressas. Nomes como Di María Pastore, Matuidi, Lucas Moura, Draxler,
Ben Arfa, Aurier e Thiago Silva, constavam na lista.
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Cavani foi irredutível e não aceitou a proposta do chefão milionário de deixar de ser o cobrador oficial de pênalti
(Foto: GEOFFROY VAN DER |
O único da
lista que deixou o PSG foi o volante Matuidi. Ele era um dos grandes
líderes do grupo e depois da ligação do dirigente, o francês foi a
obrigado a forçar a sua saída para a Juventus por 20 milhões de euros
(aproximadamente R$ 74,3 milhões).
"Sua saída semeou o desânimo.
Em maior ou menor medida, todos os integrantes do plantel se sentiram
tratados como mercadoria em troca de abrir espaço para Neymar. No
vestiário pairava uma pergunta: ‘Quem ele acha que é? Messi?’. À frente
dos indignados, estava Edinson Cavani”, relatou o jornal.
Assim
que Neymar foi anunciado pelo clube francês como reforço, o ambiente no
vestiário azedou de vez. Os brasileiros Thiago Silva e Thiago Motta,
disseram para Neymar que ele deveria respeitar os novos companheiros e
Cavani endossou fortes cobranças ao astro brasileiro. O camisa 10 não
gostou muito do que ouviu e a sua atitude não foi bem vista pelos
atletas.
“Thiago Silva e Thiago Motta lhe explicaram que ali
havia grandes jogadores que ele não poderia ignorar. Cavani exigiu
respeito com os veteranos. Neymar os ouviu com ar distraído”, afirmou o
EL País.
Ao tomar conhecimento sobre o clima no vestiário, o
técnico Unai Émery falou com o presidente Al-Khelaifi. O mandatário
ligou para os principais líderes, voltou atrás da decisão e reforçou que
os atletas eram intransferíveis. Segundo o veículo, já era tarde demais
para a bomba estourar.
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Nasser Al-Khelaïfi tentou negociar com Cavani a compra dos pênaltis
(Foto: THOMAS SAMSON / AFP)
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Assim que a polêmica da briga por causa
de uma disputa de pênalti entre Neymar e Cavani se tornou pública, o
chefão milionário entrou na parada novamente. Por meio de um
intermediário, o cartola ofereceu ao uruguaio o bônus de 1 milhão de
euros (cerca de R$ 3,7 milhões) para o centroavante ser o artilheiro do
Campeonato Francês, independente da quantidade de gols que marcasse.
Em
troca disso, o uruguaio teria que deixar de ser o cobrador oficial de
pênalti da equipe e Neymar assumiria o posto. Cavani, então, manteve a
sua postura e não aceitou a oferta do presidente. Ao saber da recusa do
uruguaio, o craque brasileiro se irritou e alegou a lesão no pé para não
jogar contra o Montpellier. O duelo no último sábado terminou em 0 a 0 e
o PSG fez o pior jogo da temporada.
Neymar se vê isolado no
clube francês e tem apoio somente do amigo e lateral-direito Daniel
Alves. Os principais líderes da equipe tentam contornar a situação, mas
os ânimos estão longe de serem resolvidos. Até mesmo o jantar organizado
por Daniel Alves para encerrar as brigas quase terminou em confusão.
"O jantar, segundo um integrante, foi tão animado quanto um velório", escreveu o diário.
Fonte:Lance


