A Polícia Federal, junto com o Ministério
Público Federal e a Receita Federal do Brasil, deflagrou nesta
terça-feira a força-tarefa “Unfair Play”, que faz parte da Lava Jato,
para desvendar um suposto esquema criminoso envolvendo o pagamento de
propina para que o Rio de Janeiro fosse escolhido como cidade-sede dos
Jogos Olímpicos de 2016. A polícia iniciou as investigações na casa do
ex-atleta e atual presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos
Arthur Nuzman.
No início desta manhã, a PF foi até a casa
do ex-jogador de vôlei para cumprir mandado de busca e intimar Nuzman
para prestar depoimento. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) também é
alvo da Operação. O jornal francês Le Monde já havia anunciado no início do ano que houve o pagamento de propina a alguns dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI).
O advogado Sergio Mazzillo, responsável
pela defesa de Nuzman, afirmou que o presidente do COB vai depor, sem
condição coercitiva, por conta própria e isentou o dirigente de culpa.
“Não existem fortes indícios de nada, ele afirma que não atuou de
maneira nenhuma irregular, nada foi feito de errado durante a campanha.
Ele não está abatido, está tranquilo e sereno”, disse.
A operação desta terça conta com 70
policiais federais cumprindo dois mandados de prisão e 11 mandados de
busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal, na capital
do Rio de Janeiro, em Nova Iguaçu e em Paris.
“Os fatos apurados indicam a possibilidade
de participação do dono das empresas terceirizadas em suposto esquema
de corrupção internacional para a compra de votos para que a capital
fluminense fosse escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional como sede
das Olimpíadas 2016, o que ensejou pedido de cooperação internacional
com a França e os Estados Unidos”, diz trecho do comunicado emitido pela
PF.
Apesar de a etapa começar a ser deflagrada
nesta manhã, as investigações já ocorrem há nove meses e apontam a
“entrega de dinheiro em espécie, como por meio da celebração de
contratos de prestação de serviços fictícios e também por meio do
pagamento de despesas pessoais”, segundo a Polícia Federal. A relação
com os franceses se dá pelas transferências bancárias no exterior para a
conta de doleiros.
Os acusados podem ser indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização perigosa.
Fonte:Gazeta Esportiva
