É tri! Bahia vence o Sport na Fonte Nova é campeã da Copa do Nordeste após 15 anos

O Bahia agora é tricampeão da Copa do Nordeste: 2001, 2002 e 2017 (Foto: Walmir Cirne/Coofiav/Gazeta Press)

Diante de mais de 40 mil pessoas, na Arena Fonte Nova, o Bahia voltou a soltar o grito de “é campeão” na Copa do Nordeste. Quinze anos após o último título na competição, o Tricolor faturou o tricampeonato ao vencer o Sport por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (24).
O gol do título foi marcado por Edigar Junio, ainda no primeiro tempo. Com a conquista, além da premiação em dinheiro, o Esquadrão também garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil de 2018.
Atacante Edigar Junio comemora gol do Bahia marcado ainda no primeiro tempo de jogo da final
Nos últimos 15 anos, o torcedor do Bahia só viu sua equipe conquistar títulos Estaduais. Nessa quarta, esse tabu foi quebrado em grande estilo. Com uma vitória por 1 a 0, graças a gol de Edigar Junio, o Tricolor repetiu os feitos de 2001 e 2002 e se sagrou campeão da Copa do Nordeste na Arena Fonte Nova, em Salvador. A taça coroa uma campanha que tem como destaque o fato do Esquadrão não ter levado nenhum gol diante de seu torcedor durante toda a competição. Ao Leão, que buscava o Tetra, fica a lamentação por ter feito um jogo muito abaixo do que se esperava. A expulsão infantil de Rogério ainda no primeiro tempo também dificultou a missão dos pernambucanos fora de casa.

E se a Copa do Nordeste é carinhosamente chamada de “Lampions League” pelos torcedores nordestinos em alusão ao principal torneio europeu, nessa quarta todo o cerimonial de abertura lembrou os protocolos das tradicionais competições do Velho Continente. Com direito e jogo de luzes, música, hino nacional e mosaico nas arquibancadas, Bahia e Sport entraram em campo cientes da responsabilidade que carregavam.
A pressão, no entanto, parece ter abatido o time do Sport. Ney Franco surpreendeu ao escalar seu time com três zagueiros e com Raul Prata no lugar de Everton. O problema é que parece não ter dado tempo de seus comandados assimilarem bem a nova postura. O Leão não se encontrou na primeira etapa.
Por outro lado, o Bahia sobrou. À vontade e com o apoio da massa, o Tricolor ignorou a vantagem de jogar pelo empate sem gols e partiu para cima. Aos 11 minutos, o estádio explodiu. Edigar Junio recebeu de Armero, girou em cima de Durval e cavou por cobertura de Magrão, a lá Romário. Um golaço.
Fotos: Felipe Oliveira / EC Bahia

Só dava Bahia. Régis estufou a rede pelo lado de fora e enganou metade do estádio. Edigar Junio, endiabrado nessa quarta, aproveitou bola alçada na área e cabeceou na trave.
E não bastasse o Sport mal chegar ao ataque, Rogério ainda piorou as coisas ao tentar enganar o árbitro e simular um pênalti aos 32 minutos. O atacante já tinha recebido um cartão amarelo pouco antes. Mesmo assim, o árbitro Francisco Carlos do Nascimento não perdoou, aplicou a segunda advertência e expulsou o jogador, que sequer ameaçou reclamar.
Apesar das substituições ofensivas, até desesperadas de Ney Franco, no segundo tempo, os últimos 45 minutos foram de ainda mais tensão para a equipe pernambucana. Com dez jogadores, o Leão não conseguiu segurar a veloz equipe de Guto Ferreira. Mas o clima de tensão predominou por causa da ineficiência do Esquadrão.
Foram chances atrás de chances e nada de gol. O Bahia desperdiçou pelo menos seis oportunidades claríssimas de gol. Nenhuma delas, porém, balançou as redes. O Sport manteve a esperança viva até os últimos momentos do jogo, mas também não apresentou força suficiente para reagir na Fonte Nova.
Dessa forma, foi só espera o apito final. Se de um lado a lamentação imperava, para os baianos aquele foi o estopim para a festa, que só terminou depois da volta olímpica. Já eram 15 anos sem um título que não fosse o Estadual.
FICHA TÉCNICA
BAHIA 1 X 0 SPORT

Local: Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 24 de maio de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (Brasília)
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL)
Assistentes: Esdras de Lima Albuquerque (AL) e Rondinelle dos Santos Tavares (AL)
Cartões amarelos: BAHIA: Régis, Edson e Renê Júnior. SPORT: Rogério (2), Ronaldo, Marquinhos
Cartão vermelho: SPORT: Rogério
Público: 41.175 torcedores
Renda: R$ 1.620.453,00
GOL:
BAHIA:
Edigar Junio, aos 11 minutos do 1T.

BAHIA: Jean; Eduardo, Tiago, Lucas Fonseca e Armero; Edson, Renê Júnior (Juninho) e Régis (Matheus Sales); Zé Rafael (Gustavo), Allione e Edigar Junio.
Técnico: Guto Ferreira
SPORT: Magrão; Matheus Ferraz, Henriquez e Durval; Raul Prata (Marquinhos), Ronaldo (Leandro Pereira), Fabrício (Everton Felipe), Diego Souza e Mena; André e Rogério.
Técnico: Ney Franco
 

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