Parece que o tempo em que só um mandava e os outros obedeciam está
acabando no futebol brasileiro. Ou, pelo menos, sinais de possíveis
mudanças começam a aparecer com mais freqüência. Nesta terça-feira (21),
o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, Mario Celso
Petraglia, anunciou que foi feito um compromisso jurídico entre o clube
paranaense, Bahia, Palmeiras, Santos e Coritiba, para negociar em
conjunto as cotas de TV para transmissão de seus jogos na TV aberta e
PPV.
"Hoje nos concluimos o G5. Os departamentos jurídicos terminaram a
reunião. Nós fechamos esse grupo para negociarmos com o mercado a TV
aberta e PPV. Há uma grande injustiça na divisão do PPV. O Atlético não
se conforma com isso e vamos melhorar, assim como melhoramos a TV
fechada, vamos melhorar aberta e PPV. Acreditamos que em 2019 vamos
dobrar o que recebemos", afirmou.
Revoltado após ouvir que o Flamengo valia duas vezes mais que o clube
que trabalha – durante a saída da Primeira Liga -, Petraglia foi para
cima da Rede Globo e do Flamengo. "Em 1996 nós trombamos com a Globo,
uma briga que permanece até hoje, 20 anos depois, pela injusta divisão
das cotas de televisão". Naquela oportunidade, a emissora foi proibida
de transmitir o jogo contra o Atlético-MG, pela quartas de final.
"O PPV ainda o direito no Brasil é dos dois clubes, do mandante e do
visitante. Na Europa é só do mandante. Cada jogo do Flamengo lá,
conosco, eles ganham R$ 3,2 milhões por jogo, e nós, R$ 150 mil. Quando é
na nossa casa, a mesma coisa. Na mesma competição, concorrendo com a
gente, é uma injustiça. Os países que cresceram no futebol equalizaram
isso. Hoje não há como concorrer. Tentamos na Primeira Liga, mas não
foi possível, trombamos com a Globo e com as Federações", detonou
Petraglia.
Vale ressaltar que o Esporte Interativo assinou com os cinco clubes de 2019 a 2024, para transmissão em TV fechada.
Com informações do Uol
Foto: Uol
