
Romulo marcou dois gols na vitória do Avaí, na Ressacada (Foto: ESTADÃO CONTEÚDO)

Com base que garantiu acesso à Série A, Leão domina as ações, faz 3 a 0 com certa tranquilidade diante de rival que ainda busca uma identidade, e dispara na liderança
Uma vitória maiúscula, do tamanho da diferença de momento em que as duas equipes se encontram neste início de 2017. O peso histórico do confronto podia até apontar para o equilíbrio, mas o Avaí não tomou conhecimento da Chapecoense na noite desta quarta-feira, na Ressacada, pela quarta rodada do Campeonato Catarinense. Com a base que garantiu o acesso à Série A mantida, o Leão aproveitou a falta de maturidade do novo Verdão para impor um indiscutível 3 a 0 e disparar na ponta da tabela. Rômulo, duas vezes, e Denílson aproveitaram os espaços na defesa rival para construir o placar.
A vitória deixa o Avaí em situação confortável na liderança. Com dois clássicos disputados em quatro rodadas, o Leão soma 12 pontos e mede forças com o Joinville, domingo, às 17h (de Brasília), fora de casa. Já a Chape estaciona nos sete pontos e precisa secar o Criciúma na rodada para não perder a segunda colocação. A equipe segue em Floripa até sábado, quando viaja para encarar o Brusque, no Augusto Bauer, às 17h.
O jogo
Um primeiro tempo em que o visitante teve a posse de bola, e o dono da casa apostou na velocidade. Melhor para o Avaí, que abusou das jogadas verticais diante de uma Chapecoense que até se mantinha no ataque, mas pouco criava. Com Dodô no lugar de Nenén, o Verdão até ganhou intensidade que tanto faltou no tropeço diante do Almirante Barroso. A bem postada defesa do Leão, entretanto, se fechava bem na intermediária defensiva. O mesmo não se podia dizer do time de Vagner Mancini.
Um primeiro tempo em que o visitante teve a posse de bola, e o dono da casa apostou na velocidade. Melhor para o Avaí, que abusou das jogadas verticais diante de uma Chapecoense que até se mantinha no ataque, mas pouco criava. Com Dodô no lugar de Nenén, o Verdão até ganhou intensidade que tanto faltou no tropeço diante do Almirante Barroso. A bem postada defesa do Leão, entretanto, se fechava bem na intermediária defensiva. O mesmo não se podia dizer do time de Vagner Mancini.
A
ansiedade no ataque deixava espaços atrás, que foram bem aproveitados
por Capa e Rômulo. O lateral limpou Rossi e cruzou para o atacante
dominar com tranquilidade, girar e finalizar sem chances para Elias, aos
15. Elias, por sinal, evitou o segundo com dois milagres após
escanteio. Por razões óbvias, o Avaí, com a base mantida do ano passado,
é um time mais seguro de si e, mesmo sem a bola, administrou as ações
de um primeiro tempo em que Kozlinski só trabalhou mesmo em um chute de
fora da área de Rossi.
O Avaí não deu tempo nem para Chape
absorver as orientações de Mancini na volta do intervalo. Logo no
primeiro minuto, cruzamento da direita encontrou Denilson na área para
aproveitar cochilada de Zeballos e escorar sem chances para Elias. Foi
suficiente para os visitantes se desestruturarem. Nem as entradas de
Nadson e Martinuccio foram suficientes para um time que se mostrava
afoito no ataque dava espaços na defesa. O resultado? Mais um gol. Rômulo aproveitou cobrança de lateral e novamente foi mais esperto que Fabrício Bruno. Dominou, girou, marcou: 3 a 0. O próprio Rômulo e Denílson ainda desperdiçaram boas chances até a Chape se reencontrar em campo. Wellington Paulista ainda parou em Kozlinski em finalização dentro da área, mas o Avaí já pisava no freio e administrava o resultado. O Leão disparou na ponta da tabela, e o Verdão dá mostras que o torcedor precisará ter muita paciência nesse início de reconstrução.
A torcida do Avaí deu um show de respeito na noite desta
quarta-feira na Ressacada. Antes de a bola rolar, os jogadores da
Chapecoense foram aplaudidos ao entrarem no gramado. As cenas mais
bonitas, entretanto, envolviam Cleber Santana. Ídolo dos dois clubes, o
meio-campista, falecido na tragédia de 29/11, foi homenageado com
bandeiras e camisas número 88 tanto do Leão quanto do Verdão. Cleber foi
campeão catarinense em 2012 em Florianópolis e quatro anos depois em
Chapecó. Em ambas ocasiões, foi eleito o craque da competição.
Rômulo
foi o artilheiro da noite, mas ninguém supera Denílson neste quesito no
Catarinense. O atacante marcou o quarto gol na competição na vitória
sobre a Chape e, como de hábito, comemorou com a dancinha que já está
virando tradição. Festa avaiana!
Depois da atuação
ruim diante do Almirante Barroso, Vagner Mancini buscou alternativas
para a construção das jogadas de ataque da Chapecoense. Nenén saiu para
entrada de Dodô, que pouco produziu. O ex-jogador do Atlético-MG até se
movimentou bastante, mas optou por passes laterais na maioria das
ocasiões e criou pouco. Acabou substituído por Luiz Antônio. Outra cara
nova, Zeballos, que entrou na vaga do lesionado João Pedro, vacilou feio
no segundo gol do Avaí e não se apresentou bem no setor ofensivo.Fonte:Globo Esporte