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| Josué Teixeira tem um elenco formado, na maioria, por jogadores paraenses (Foto: Akira Onuma/O Liberal) |
Técnico Josué Teixeira, que vive a expectativa pela estreia no Parazão, traça
os primeiros objetivos no time azulino e faz uma avaliação do futebol paraense
O ano de 2017 promete ser de recomeço para o Remo. De diretoria nova, o clube precisa, entre outras coisas, se reestruturar financeiramente e não dar o passo maior do que a perna, como diz o ditado popular, algo que vinha acontecendo de maneira sucessiva. O grupo liderado pelo presidente Manoel Ribeiro definiu que a folha salarial do futebol profissional para os primeiros meses da temporada não ultrapassaria os R$ 300 mil, com a aposta maior nos jovens das divisões de base e jogadores regionais. Os reforços importados seriam pontuais. E o escolhido para lidar com esse desafio veio de longe, do Rio de Janeiro. Josué Teixeira, de 56 anos, topou o desafio que pode dar um novo rumo para a sua carreira de treinador.
– Trabalhar no Remo sempre foi um desejo. É um clube com uma torcida apaixonada – o seu maior patrocinador – e que precisa dessa organização que o presidente Manoel Ribeiro está fazendo. Já tive grandes desafios, mas aqui será diferente, pois era o clube que eu visualizava, de projeção nacional. Uma conquista no Estadual, no Brasileiro, uma Copa Verde, dará ao clube e os seus profissionais um grande destaque – disse o técnico.
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PROJETO "CABANO"
– Acho um projeto interessante, afinal, existem ótimos jogadores na região e que precisavam de um grande clube para acreditar neles. E só existe um grupo ideal quando ele conquista todos os objetivos propostos. Caso surja algum jogador interessante, com negociação favorável ao Remo, poderemos contratar.
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REALIDADE DO FUTEBOL PARAENSE
– É um estado formador de jogadores, no entanto, pouco aproveitados. É preciso uma evolução nas questões estruturais, como estádio, vestiário e conforto ao torcedor. O Pará respira futebol. Quanto aos adversários, estou com as informações das montagens dos elencos e a forma de jogar dos treinadores. A expectativa é de fazer um Estadual buscando dois objetivos: consolidar o projeto atual do Remo com jogadores locais e da base, além de retomar o título da competição.
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VISÃO DA PREPARAÇÃO DO MAIOR RIVAL
– Isso faz parte do futebol. Inclusive, quando encontro com torcedores do Paysandu, sou tratado com muito respeito por todos e logo me dizem que, desta vez, não vou vencer o campeonato. O Paysandu é um grande adversário, está bem estruturado, possui receitas financeiras fortes, contratou um grande treinador. Modificou um pouco o grupo e contratou jogadores experientes e de qualidade. Quem quiser ganhar o Estadual terá que passar por Remo e Paysandu.
EXPECTATIVA PARA O CLÁSSICO RE-PA
O primeiro clássico Re-Pa de 2017 está marcado para o dia 12
de fevereiro. Antes, o Remo ainda terá Cametá, Pinheirense e São Raimundo pela
frente. Josué sabe da importância da disputa com o maior rival, mas
prefere manter a atenção nos primeiros adversários do Parazão.– Quem vive no futebol sempre se imagina trabalhando em grandes clássicos. Belém tem dois grandes clubes e duas fanáticas torcidas, criando uma grande rivalidade. Jogar um Re-Pa gera uma grande expectativa em todos, é um dos maiores clássicos do Brasil, mas antes tenho três jogos difíceis e não posso focar nessa disputa no momento.
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TIME PARA A ESTREIA CONTRA O CAMETÁ
– (O time) Está praticamente confirmado, ainda tem uma posição a decidir, o ataque. Ainda vou definir a formação, posso usar um jogador de referência. Meus times são divulgados antes, apenas quando tenho uma questão tática é que não confirmo.
Fonte:Globo Esporte
