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| Sebastian Coe, presidente da Iaaf (Foto: Valery Hache/AFP) |
Nesta terça-feira, a Iaaf (Associação Internacional de Federações de Atletismo) anunciou que um conjunto atualizado de diretrizes foi enviado à Federação Russa de Atletismo (Rusaf) para que os atletas que desejam competir internacionalmente em 2017 possam atuar como neutros.
Após o escândalo de doping envolvendo o atletismo do país, a Rússia foi proibida de disputar competições internacionais, ficando fora, inclusive, dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Como a federação russa segue suspensa, os atletas do país só poderão atuar como neutros.
Porém, não é tão simples assim. A Iaaf divulgou uma série de exigências, em inglês e em russo, que devem ser atendidas para que o esportista possa atuar em competições internacionais.
Entre os quesitos principais, está a comprovação de que o atleta não esteve diretamente envolvido de forma alguma (consciente ou inconscientemente) no escândalo de doping do país. Aliás, isso inclui não ter trabalhado com técnicos, médicos ou personalidades envolvidas nos casos ou citados no Relatório McLaren.
O relatório, inclusive, será utilizado para comprovar se, de alguma forma, o atleta teve alguma relação com casos de doping, além do próprios exames (de urina, de sangre e o passaporte biológico) dos esportistas não poderem acusar uso de substâncias ilícitas.
Os exames, inclusive, serão levados em conta. O atleta terá que prestar esclarecimento caso tenha deixado de realizar algum teste, o local onde estava quando os realizou, além de ter um número mínimo de exames necessários, bem como se foi testado por outros órgãos oficiais.
O presidente da Iaaf, Sebastian Coe, exaltou a medida. “Os atletas russos foram prejudicados por um sistema que deveria protegê-los. Vamos continuar a encontrar jeitos de criar sistemas paralelos de testes a atletas russos para que eles tenham alternativas de voltar a competir enquanto trabalhamos na reintegração da Rusaf”.
Fonte:Gazeta Esportiva
