![]() |
| Teresa Almeida brilha na vitória angolana (Foto: Reuters) |
Angolanas são apoiadas do início ao fim na Arena do Futuro, Ba se destaca no gol e africanas passam todo o jogo à frente do placar para conquistar grande vitória no Rio
![]() |
| Seleção de Angola de handebol faz a festa depois da vitória (Foto: AP) |
Com todo o apoio da arquibancada, as angolanas pareciam as brasileiras em quadra no confronto diante da Romênia, algoz do Brasil nas quartas de final do Mundial de 2015 e terceira colocada naquela competição. Com um trabalho defensivo forte, as grandes defesas da goleira Teresa Almeida (a Ba) e um ataque matador, a Angola surpreendeu ao passar todo o primeiro tempo à frente do placar, vencendo por 11 a 9 ao intervalo. As africanas não diminuíram o ritmo, evitaram a reação adversária e conquistaram uma vitória marcante de 23 a 19 diante da poderosa Romênia. Após o apito final, foi só comemorar com muita festa diante dos brasileiros.
Essa foi a segunda vitória da seleção feminina de Angola na história das Olimpíadas. A primeira (e única até então) havia sido em Londres 2012, quando elas fizeram 31 a 25 em cima da Grã-Bretanha, país que não tem tradição nenhuma no handebol. O melhor resultado da equipe africana nos Jogos Olímpicos foi justamente em Londres, quando ficaram em 10º lugar (entre 12 seleções). Em Atlanta 1992, o time foi sétimo, mas o torneio contava com apenas oito equipes.
Já poderia se imaginar que, pelo fato que a Romênia eliminou o Brasil no Mundial de 2015, as europeias não teriam muito apoio na Arena do Futuro. Mas se restava alguma dúvida, o primeiro gol do jogo, nas mãos da capitã Natalia Bernardo, deixou tudo às claras. Com ele a torcida brasileira levantou e não parou mais tanto de incentivar a seleção africana como de vaiar a posse de bola romena. A vantagem de Angola chegou a ser de três gols até que Cristina Neagu, na cobrança de sete metros, fez o primeiro das romenas, apenas quando o relógio marcava 9s41 de jogo. A equipe europeia até empatava, mas passou todo o primeiro tempo sem estar na dianteira. Enquanto isso, a goleira Ba, mesmo pesando 98kg, se destacava com defesas que exigiam reflexo e passou a ser a xodó da torcida brasileira.
O pesadelo romeno continuou no segundo tempo. A vantagem angolana chegou a ser de cinco gols (16 a 11). À metade da etapa final, a diferença ainda era boa (17 a 13). Dava tudo certo para a equipe de Angola, inclusive a goleira reserva Cristina Branco entrou nas cobranças de sete metros da Romênia e conseguiu evitar por duas vezes o gol. A torcida brasileira não parou de incentivar e isso deu ainda mais forças para as angolanas. Nos últimos cinco minutos, o grito que ecoou foi o de "eu sou angolano, com muito orgulho, com muito amor". Teve direito até a "olé" a cada passe no campo de ataque. E foi assim, marcando gols e recebendo todo o apoio, que as africanas conquistaram um triunfo memorável.
Fonte:Globo Esporte

