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| Vitória e Bahia se enfrentam no Barradão em jogo de ida da final do Baianão (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia/Divulgação) |
Diego Renan, de pênalti, e Amaral marcam os gols do Leão em partida realizada no Barradão, neste domingo. Jogo de volta da final será no próximo fim de semana
O Ba-Vi deste domingo foi como tem de ser: brigado, tenso, com algumas – raras – jogadas de efeito, polêmica e, claro, gols. E diante de tantos momentos, escolher do lado vencedor do Vitória apenas um personagem para o clássico seria uma tarefa injusta. Caíque, o goleiro de 18 anos que se agigantou; Marinho, o atacante que não desiste de qualquer lance; Amaral, o volante cada vez mais artilheiro; e Vander, o muito criticado, mas que nos momentos de maior decisão sempre aparece. Estes são apenas alguns dos nomes que merecem ser lembrados. Mas o triunfo do Leão vai além deles.
Com o apoio em massa dos seus mais de 20 mil torcedores presentes, o Vitória soube aproveitar o mando de campo, foi melhor e, com gols de Diego Renan, de pênalti (duvidoso, é verdade), e Amaral, venceu o Bahia na tarde deste domingo, no Barradão, pelo primeiro jogo das finais do Campeonato Baiano. Pelo lado tricolor, foi difícil achar os destaques. Em uma tarde pouco inspirada, Danilo Pires foi um dos que jogaram em melhor nível
As duas equipes voltam a se encontrar no próximo domingo, desta vez na Arena Fonte Nova. Para ficar com o título, o Leão pode até empatar ou perder por um gol de diferença. Como teve melhor campanha na primeira fase do Baianão, o Bahia, por sua vez, precisa vencer por qualquer placar com dois gols de diferença para ser campeão.
Confusão, polêmica e gols
O primeiro tempo pode ser dividido em dois momentos: antes do pênalti e depois do pênalti. Nos 20 minutos iniciais, ainda com a partida em 0 a 0, pouco se viu em termo de criação de jogadas e lances de perigo. As duas equipes marcaram forte e, nervosas, tiveram dificuldade em ultrapassar o bloqueio defensivo. Nesse momento do jogo, os lances que mais fizeram o torcedor levantar e se agitar foram o drible de Leandro Domingues em Éder e a confusão entre Marinho e Juninho, que terminou com os dois amarelados. Mas aí... Aí, amigo, veio o pênalti.
Eis que, aos 21 minutos, o árbitro Anderson Daronco assinalou pênalti de Tinga em Vander - um lance apontado por muitos como normal de jogo. Muito bem convertida por Diego Renan, a penalidade mudou o panorama da partida. A partir daí, as equipes conseguiram criar mais e passaram a se envolver menos em confusão. Não foram muitas chances de gols, claro, mas, no lado do Vitória, as poucas criadas foram bem aproveitadas. Amaral, em belo chute de fora da área, ampliou aos 42. O Bahia também conseguiu criar suas raras oportunidades, mas Edigar Junio não teve a mesma competência de Amaral e perdeu sua chance no finalzinho do primeiro tempo. Thiago Ribeiro de fora da área foi outro que tentou e não teve sucesso.
Pouca criação de um lado, gols perdidos do outro
O segundo tempo seguiu um roteiro diferente do primeiro. Atrás no placar, o Bahia não teve outra alternativa a não ser arriscar mais. Com mais posse de bola, o Tricolor passou a ter a iniciativa e tentou pressionar o Vitória. Mas com Juninho, seu principal articulador, e Hernane, artilheiro, em um dia ruim, o Esquadrão criou pouco e o que conseguiu construir não soube aproveitar. O retrato dessa tarde infeliz do time foi quando Danilo Pires cruzou, Feijão escorou para Hernane completar de costas, mas o atacante isolou. O Vitória, por sua vez, seguiu ainda melhor, só que falhou nas finalizações. Com mais espaço para jogar, o Leão arrumou bons contra-ataques, principalmente com Marinho e Vander. Contudo, a dupla falhou no momento da definição e parou em Marcelo Lomba. Marinho avançou pela esquerda, driblou Éder e, dentro da área, chutou em cima de Lomba. No finalzinho da partida, José Welison fez uma bela jogada pela direita, cruzou na medida para Kieza, que acertou um voleio para grande defesa do goleiro tricolor.
Fonte:Globo Esporte
