Impedido de fazer campanha, Platini se vê em desvantagem na eleição

Platini aguarda fim da sanção para que candidatura seja analisada (Foto:Frederick Florin/AFP)

Suspenso ao lado de Joseph Blatter por um período de 90 dias, após investigação da Justiça suíça desvendar uma transferência escusa de 2 milhões de francos suíços (cerca de R$ 7,7 mi) entre o suíço e o francês por um “acordo de cavalheiros”, Michel Platini segue com o programa eleitoral para a presidência da Fifa em aberto. Em entrevista publicada no jornal suíço Le Matin, nesta quinta-feira, Platini se sentiu prejudicado por não poder fazer campanha e cogitou uma espécie de complô para impedir sua candidatura.
Afastado de suas funções como presidente da Uefa, e impedido de fazer qualquer atividade ligada ao futebol, Platini tem usado uma das suítes do Hotel Real de Nyon, propriedade do colaborador Nicola Tracchia, como escritório. “Essa suspensão me impede de fazer campanha e lutar com as mesmas armas dos meus concorrentes. Querem me impedir de me candidatar porque sabem que eu tenho grandes chances de ganhar. Construí essa trajetória com honestidade e, modéstia à parte, sou o mais preparado para dirigir o futebol mundial”, falou o ex-jogador francês.
Com a candidatura “congelada”, e ainda pendente de um aval do Comitê Eleitoral e do Comitê de Ética da Fifa, que devem dar parecer definitivo sobre o caso após 8 de janeiro – data em que a suspensão expira -, Platini comentou minimamente sobre a indicação de Gianni Infantino, secretário-geral da Uefa, para suceder Joseph Blatter à frente da Fifa. Na última segunda-feira, dia em que o prazo para a inscrição das candidaturas se encerrou, a Uefa, que antes era completamente favorável a Platini, declarou apoio unânime a Infantino.
“Me vejo como um cavaleiro na Idade Média diante de uma fortaleza. Tento entrar para trazer o futebol de volta e me recebem com óleo quente na cabeça”, ironizou. “No dia em que eu for inocentado, o Comitê Executivo, Gianni e eu vamos nos reunir para reavaliar a situação e escolhermos a melhor opção para o futebol”, prosseguiu, mostrando tranquilidade com a concorrência daquele que foi seu braço direito nos últimos seis anos à frente da Uefa.
Único ex-jogador entre os sete candidatos à presidência, após o corte do trinitino David Nakhid, que parece não ter conseguido os cinco apoios necessários para formalizar a intenção de concorrer, à exemplo de Zico, Platini crê que a experiência que acumulou em campo pode ser um diferencial na hora de administrar os assuntos do futebol. “Sou o único que tem visão transversal do futebol. Fui jogador, técnico da seleção francesa, dirigente de clube, com o Nancy, organizador de uma Copa do Mundo e atualmente dirijo a mais poderosa das confederações”, declarou.

Fonte:Gazeta Esportiva

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