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| Del Nero rechaçou as acusações de que exista um complô da arbitragem (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press) |
O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, emitiu um novo comunicado nesta quarta-feira para criticar a disseminação de comentários odiosos na internet que têm como alvo figuras da imprensa ou profissionais do futebol. O dirigente tomou como base o caso do jornalista Antero Greco, da rede ESPN, que deixou a rede social Twitter após receber xingamentos e ameaças de outros internautas. Del Nero aproveitou para rebater na mesma nota as declarações de jogadores, técnicos e presidentes de clubes que acusaram a existência de um suposto complô da arbitragem no Campeonato Brasileiro para favorecer times específicos.
“A intolerância faz vítimas diariamente no futebol. O equívoco deixou de ser admitido como algo humano. Juízes, jogadores, treinadores, diretores – e agora até jornalistas – todos estão no mesmo barco do julgamento coletivo e instantâneo, à deriva da ditadura do erro zero”, diz a nota assinada por Del Nero. “É um erro chamar de torcedores os selvagens que se escondem atrás da multidão, do anonimato ou da internet para expurgar seus descontentamentos à custa do desassossego de pessoas que apenas estão exercendo seu direito de trabalhar, opinar ou simplesmente se divertir”.
O presidente mais uma vez classificou como “teorias conspiratórias” as acusações de que os erros de arbitragem no Brasileiro seriam propositais. “A emoção que é a alma do futebol não pode ser desculpa para declarações irresponsáveis de dirigentes, técnicos, jornalistas e torcedores que jogam em terceiros suas próprias frustrações. Pessoas que usam microfones ou as redes sociais para, sem qualquer indício ou prova, “denunciar” uma teoria conspiratória de que um campeonato com a história e o equilíbrio do Brasileirão já tem um vencedor antes mesmo de seu terço final”.
Citando a política de tolerância zero que a CBF adotou com jogadores e treinadores que ofendem árbitros dentro de campo, Del Nero afirmou que a entidade abrirá a discussão do tema no meio futebolístico para auxiliar quem sentir que foi moralmente prejudicado. “A CBF pretende iniciar um debate nacional que permita às pessoas envolvidas no futebol a preservação de sua imagem até que se prove o contrário. É a hora da cruzada pelo respeito não só aos juízes dentro de campo, mas a todos aqueles que torcem e se esmeram por um futebol brasileiro melhor”, disse.
“No futebol, sempre haverá vencedores e vencidos, faz parte do jogo. Só não podemos mais admitir a agressão, a ameaça a famílias ou a destruição de reputações com a justificativa rasa e primária de que futebol é paixão”, concluiu o dirigente.
Fonte:Gazeta Esportiva
