Por transparência, reunião da cúpula da Fifa definirá princípios da reforma

Blatter é esperado para reaparecer em evento nesta segunda após se recolher publicamente

Uma reunião entre o presidente Joseph Blatter e a alta cúpula da Fifa, nesta segunda, em Zurique, deve começar a definir os próximos passos para a reforma na entidade, após os escândalos de corrupção deflagrados desde o fim de maio. Entre as resoluções do encontro, inclusive, deverá ser definida a data para a nova eleição presidencial na entidade, que deverá acontecer entre o fim de 2015 e o início de 2016.
Além da data da eleição, outro ponto de discussão são os princípios da reforma na Fifa. Domenico Scala, porta-voz da Fifa encarregado de conduzir esse processo de novas votações, deve pontuar alguns planos nesta segunda-feira a serem discutidos pelos executivos da entidade, como a publicação dos salários do presidente dos membros executivos da Fifa.
Fora o ato de transparência, outras três medidas que devem ser discutidas, e se referem a uma mudança de mentalidade na entidade, são a introdução de termos que limitem os executivos da Fifa a se reelegerem apenas três vezes, com um prazo máximo de quatro anos de mandato; a responsabilização da Fifa pelo controle dos executivos e a eleição do comitê executivo por votação dos 209 membros do Congresso da entidade.
Esta será a primeira vez que Blatter se encontrará com os executivos da Fifa após as prisões acontecidas em maio, que detiveram sete dirigentes do futebol mundial, entre eles José Maria Marin, ex-mandatário da CBF. Marco Polo Del Nero, atual presidente da CBF, e que deixou a Suíça sem nenhum sobreaviso dois dias após a ação da polícia suíça, já comunicou sua ausência na reunião alegando que não pode deixar o Brasil.
Embora algumas confederações do futebol mundial defendam que o dia 16 de dezembro seja a data adequada para a realização da nova votação, o corpo diretivo da Uefa cogita a possibilidade da eleição só acontecer em 2016, o que faria Blatter se manter no poder até o próximo ano, mesmo sem exercer legalmente seu mandato – o quinto à frente da Fifa.

Fonte:Gazeta Esportiva

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