![]() |
| Astro chileno Fernando González (à esquerda) orienta o tenista colombiano Santiago Giraldo em São Paulo |
Na briga por uma vaga na semifinal do Aberto do Brasil, o colombiano Santiago Giraldo enfrenta o italiano Fabio Fognini. Para avançar no ATP 250 disputado em São Paulo, o tenista sul-americano conta com a assistência do chileno Fernando González, campeão olímpico e ex-top 5 do ranking mundial.
González conquistou 11 títulos de simples, entre eles quatro edições do torneio de Viña del Mar, além de mais 11 vice-campeonatos. Em 2007, ano em que alcançou a quinta colocação do ranking mundial, perdeu do suíço Roger Federer na final do Aberto da Austrália.
Como representante do Chile, o tenista fez sucesso nos Jogos Olímpicos. Em Atenas 2004, ficou com o bronze em simples e, em parceria com compatriota Nicolas Massú, ganhou na chave de duplas o primeiro ouro da história de seu país no evento. Em Pequim 2008, para completar a coleção, levou a prata no torneio individual.
Prejudicado por problemas físicos, González encerrou sua carreira no Masters 1000 de Miami 2012. Atualmente, trabalha como treinador do ascendente Santiago Giraldo, quadrifinalista em São Paulo e 33º colocado do ranking mundial – vice em Santiago 2011 e Barcelona 2014, o colombiano de 27 anos busca o primeiro título.
“Até onde ele pode chegar é incerto, mas vejo que tem um potencial muito grande e bons golpes. É bastante trabalhador e quer sempre melhorar. Isso é fundamental e aumenta as chances de sucesso de um jogador”, disse González em entrevista à Gazeta Esportiva.
Eliminado pelo local Alexandre Simoni na segunda rodada da edição de 2001 do Aberto do Brasil, ele voltou a disputar o torneio em 2003, 2005 e 2012, caindo sempre logo na estreia. Aos 34 anos, o chileno procura manter a forma no estrelado Circuito de Veteranos da ATP.
“Às vezes, sinto falta dos tempos de jogador, mas estou tranquilo, não me queixo. Eu ainda gosto de jogar tênis de vez em quando, porém não da maneira que fazia quando estava no Circuito. Eram muitas viagens por ano. Agora, são apenas algumas semanas”, declarou o astro chileno.
| Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press |
| GONZÁLEZ É ADMIRADOR DE VALDIVIA |
O chileno Fernando González, ex-top 5 do ranking mundial da ATP e campeão olímpico em Atenas 2004, é admirador do compatriota Jorge Valdivia (foto), jogador do Palmeiras e da seleção chilena de futebol.
“É um atleta bastante carismático e que joga muito bem. Gosto de vê-lo atuar. Temos alguns amigos em comum no Chile e chegamos a nos conhecer pessoalmente”, explicou o ex-tenista de 34 anos.
Lesionado desde o final de 2014, Valdivia ainda não estreou na temporada de 2015. Fã de tênis, o ex-jogador do Colo-Colo chegou a acompanhar a edição de 2012 do Aberto do Brasil no Ginásio do Ibirapuera.
|
O cargo de técnico de Santiago Giraldo, explica González, serve para mantê-lo próximo ao circuito profissional. “Continuar ligado ao tênis, agora em conjunto com um jogador, é algo que me apaixona e motiva muito. Na verdade, tenho gostado bastante”, declarou.
Se o ascendente pupilo de González alcançou as quartas de final do Aberto do Brasil, Thomaz Bellucci, principal esperança local, acabou derrotado pelo eslovaco Martin Klizan logo na estreia. Diplomático, o ex-tenista chileno elogiou o representante da casa.
“É um tremendo tenista, chegamos a fazer dois jogos. Precisa seguir trabalhando. Para se manter, é necessário melhorar. Imagine para continuar subindo. Sei que ele está em ótimas mãos. Depois do Francisco Clavet, retomou o trabalho com João Zwetsch. O Bellucci é uma grande referência para o tênis brasileiro”, afirmou.
Com as paradas de Fernando González e Nicolas Massú, o Chile perdeu terreno na Copa Davis e atualmente disputa o Grupo II do Zonal Americano. O melhor representante do país em simples é Hans Podlipnik Castillo, 179º da lista da ATP. Christian Garin, 18 anos, campeão juvenil em Roland Garros 2013, é a principal promessa e ocupa o 247º posto.
“Atualmente, há vários jovens chilenos que jogam muito bem. Já estão beirando o top 200 e são novos. Vai ocorrer uma renovação importante e que vai dar muito o que falar nos próximos anos”, apostou González, que acumulou 31 vitórias e 13 derrotas na Copa Davis de 1998 a 2011.
Fonte:Gazeta Esportiva
