Presidente do STJD suspende julgamento da Copa Verde


O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva pediu vistas ao processo e interrompeu o julgamento do caso da Copa Verde, que pode dar o título e garantir a vaga na Copa Sul-americana de 2015 a Brasília ou Paysandu. Com isso, a votação será retomada na próxima sessão do órgão, com data ainda indefinida.
Até a paralisação dos votos do caso, os advogados de Brasília e Paysandu já haviam apresentado a defesa dos clubes. O advogado do Brasília argumentou que a equipe sabia do encerramento dos contratos, e que os novos foram protocolados dia 15 de abril (terça-feira, seis dias antes da decisão). O caso foi um dos motivos para a demissão de Luiz Gustavo Vieira de Castro, diretor de registro da CBF até então.
A defesa do Paysandu contestou a informação exposta pelo Brasília e afirmou desconhecer o erro técnico que teria impedido os contratos de serem visualizados no Boletim. O advogado do Papão também argumentou que a CBF jamais tinha divulgado boletins retroativos, como ditos pela entidade.
Entenda: Brasília e Paysandu decidiram o título da Copa Verde, em abril. Nos pênaltis, o Brasília conquistou o título, mas foi acusado pelo Papão dias depois por ter escalado quatro jogadores de forma irregular, uma vez que o contrato dos atletas ainda não tinha sido publicados no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. A equipe Candanga contesta e afirma que as prorrogações dos contratos foram protocoladas seis dias antes da final, e que a culpa seria da própria CBF. A confederação confirma o protocolo dos contratos e define erros técnicos como culpados pelos nomes não aparecerem no Boletim.
Auditor aponta justiça comum como caminho ao Brasília
Contrariando a legislação que já excluiu neste ano Icasa e Botafogo-PB da segunda e terceira divisão do Campeonato Brasileiro, respectivamente, um dos auditores do processo apontou a justiça comum como um caminho para o Brasília ganhar uma indenização da Confederação Brasileira de Futebol.
Décio Neuhaus não viu fundamentos na defesa proposta pelo Brasília que prevê a regularidade na situação dos jogadores da equipe candanga para a partida. Portanto, os brasilienses não poderiam ter entrado em campo com os respectivos atletas. O auditor afirmou, porém, que a culpa do caso está com a CBF, e que ela deve ser a julgada.
O relator do caso teve uma visão distinta e votou a favor do Brasília. Para José Arruda, a culpa declarada da CBF isenta a equipe de culpa na escalação dos atletas, e os brasilienses têm o direito ao título. Antes da paralisação da votação, um outro auditor do caso, Gabriel Marciliano Jr. Também votou a favor do Paysandu.


Gazeta Esportiva

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