“Eu espero que a justiça seja feita. A reparação financeira ajuda, mas dinheiro nenhum do mundo vai pagar a alegria que ele tinha. Ele era um menino conversador, alegre, estava no começo da vida dele”, disse Sueli, lembrando que o operário tinha apenas 23 anos.
Cruz morreu no último sábado, quando trabalhava na instalação das arquibancadas provisórias do estádio e caiu. O acidente na arena de Itaquera, que abrirá a Copa do Mundo, está sendo investigado, e a família do trabalhador cobrará o dinheiro que julga lhe ser de direito da construtora Odebrecht, da Fast Engenharia e da WDS Construções.
De acordo com Sueli, a empresa Fast pagou o caixão, o transporte do corpo a Diadema – onde aconteceu o enterro – e flores. O advogado da família exibiu a carteira de trabalho do operário, na qual constava um salário de R$ 1.066 pelo trabalho realizado em Itaquera.
