Mesmo como vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero afirmou que não tem conhecimento da proposta feita pela entidade ao departamento de futebol da Portuguesa. Nesta segunda-feira, o mandatário foi reeleito como presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e teve uma rápida conversa com Ilídio Lico, que assumiu a direção do clube do Canindé no início de 2014.
"Eu não fiz avaliação sobre o caso, não vi e não vou tirar conclusão. Eu vou ler e não vou dizer para ninguém o que acho. Não tenho o que falar, a não ser se a Portuguesa pergunte para mim. Tenho que conversar com meus filiados", defendeu Marco Polo, que ainda explicou a proposta feita pela CBF, na qual a entidade cederia R$ 4 milhões à Portuguesa sob a exigência de que o clube do Canindé não fosse à Justiça Comum.
"Por acaso vocês já ouviram falar em minuta de contrato? Você escreve um monte de coisa, uma parte tira, a outra coloca, até chegar a um denominador comum. Às vezes não se concorda com algo. Mas a Portuguesa não é obrigada a aceitar. Qual o problema? É uma minuta de contrato que foi passada, podem aceitar ou não", acrescentou o presidente reeleito da Federação Paulista.
Depois se ser classificado como amigo por Marco Polo Del Nero, Ilídio Lico reforçou a tese do representante da FPF. "Eu falei com Marco e acredito que ele não sabia mesmo. Até com toda essa questão política, acho que o doutor Marco não tinha como ficar sabendo", destacou o presidente da Portuguesa, lembrando que seu companheiro estava envolvido na eleição da entidade que comanda o futebol estadual.
Questionado sobre o modo como a Portuguesa recebeu a proposta feita pela CBF, Ilídio Lico preferiu desconversar, mas deixou, em tom de mistério, subentendido que o clube deve mover alguma ação sobre o caso. "Segue a vida, acredito que alguma coisa deve acontecer. O futuro Deus é que sabe", concluiu o mandatário do clube do Canindé.
Já no final desta segunda-feira, a Portuguesa se manifestou oficialmente confirmando a veracidade do que foi proposto pela CBF - R$ 4 milhões para que o clube não tente reverter a decisão do STJD. Na nota publicada, a equipe rubro-verde destaca que não mudará sua postura após o vazamento do documento, tomará providências no Ministério Público e não aceitará o dinheiro em questão.
Confia a nota na íntegra:
A Associação Portuguesa de Desportos informa, através desta nota oficial, que a proposta enviada pela CBF e que já circula na imprensa é verídica. Em posse deste documento, o clube irá proceder conforme foi decidido antes que a notícia vazasse, ou seja, irá apresentá-lo ao Ministério Público oportunamente para que este, ciente da questão, tome as devidas providências.
A Portuguesa de Desportos salienta também que em momento algum se dispôs a aceitar qualquer acordo que visasse uma troca do seu lugar, conquistado dentro de campo, por qualquer valor ou benesse.
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